Quem sou eu

Minha foto
Promissão, São Paulo, Brazil
Contatos: (14) 97525328 Email:vanessasellis@hotmail.com

Notícias Sobre Promissão

Dia 04/08/2011


TV TEM


Hospital de Base de Rio Preto prorroga prazo de sindicância no caso da morte de doadora de medula


Caso completa um mês nesta quinta-feira



O Hospital de Base de São José do Rio Preto prorrogou por mais 15 dias a sindicância interna que avalia as circunstâncias da morte de Luana Neves Ribeiro. A estudante teve várias perfurações em uma veia durante o processo de doação de medula.

O caso completa um mês nesta quinta-feira (4). No início da semana, o inquérito policial foi entregue ao Ministério Público que deve apurá-lo nos próximos 15 dias para então acusar oficialmente os réus. Flávia Leite Souza Santos, a médica que inseriu o catéter em Luana, vai responder por homicídio culposo, aquele em que não há intenção de matar. Érika Rodrigues Pontes, que atendeu a jovem duas horas depois do procedimento e a medicou com remédios para dor e para o estômago, também responderá por homicídio.

Duas enfermeiras também são processadas por omissão de socorro. A coleta de medula no HB continua suspensa por tempo indeterminado.




Dia 29/07/2011


Site Prefeitura Municipal de Promissão


Governador Geraldo Alckmin inaugura o AME Promissão



O Governador Geraldo Alckmin esteve nesta sexta-feira (29) em Promissão para mais um momento histórico, fazia décadas que o município não recebia a visita de um governador de Estado. Histórico se tornou também um outro ato. Segundo a assessoria do governador, Alckmin bateu o recorde de permanência em um município, estando na Canaã da Noroeste por cerca de 2h30.

O pouso do governador aconteceu no Estádio Municipal “Verano Piromalli”, ato que fez acompanhado do Deputado Pedro Tobias e pelo suplente Dilador Borges. Na ocasião, foi recepcionado pelo Prefeito Municipal, Prof. Geraldo Chaves Barbosa; pela primeira-dama, Prof. Maria Àurea Rodero Chaves Barbosa; pelo Presidente da Câmara, Carlos Augusto Parreira Cardoso (Kaká) e sua esposa Mariana Bertelli Cardoso; pelo Vereador Márcio Lasilha Santaella e sua esposa Isabel Santaella e empresários locais. Além da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, que fizeram todo o suporte e segurança ao governador.

No AME (Ambulatório Médico de Especialidades) Alckmin chegou no horário previsto: 10h30 e foi recepcionado por uma calorosa multidão, que entregou cartas, solicitações e até parabenizou pelas gestões frente ao governo do Estado e pelo PSDB. Segundo a assessoria do executivo estadual, ele, pessoalmente, faz questão de responder cada uma das cartas recebidas. Vindo de um evento em Araçatuba, de Promissão o governador rumou para uma outra inauguração. Desta vez na cidade de Marília. Além da inauguração e da memorável presença em Promissão, Alckmin deixou pela cidade o deslumbramento pela sua simpatia e acessibilidade.

Com início das atividades em 18 último, o AME Promissão tem funcionado com cinco especialidades: oftalmologia, cardiologia, cirurgia vascular, dermatologia e ortopedia. Nos próximos meses deverão ser implantadas também: endocrinologia e reumatologia. A implantação das especialidades tem ocorrido de forma gradativa, indo de acordo com a demanda gerada. Segundo informações obtidas, até o início do ano que vem, o Ambulatório Médico de Especialidades deverá funcionar com todos os 23 tipos de atendimento, inclusive tem realizado também exames e atendimentos profissionais com fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogas, entre outros. Vale lembrar que os atendimentos realizados no AME são agendados nas unidades básicas de saúde de cada um dos municípios atendidos, como no Centro de Saúde em Promissão, sendo válidos quando o paciente é consultado pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
O ato inaugural
Ao uso da palavra, o Deputado Pedro Tobias parabenizou o Prefeito Geraldo pelo trabalho sério desenvolvido no município e o Governador pela inauguração de mais um AME e pelo empenho em relação à saúde da população. O Prefeito Geraldo, contou das conquistas em Promissão, como a implantação do Centro Municipal de Mamografia, do Centro de Hemodiálise que terá os equipamentos mais modernos existentes, entre outros. Sobre a inauguração relatou: “É um salto na saúde regional o AME. Um privilégio aos moradores de Promissão e região, sendo este um dos maiores em funcionamento”. Com faixas espalhadas também pela cidade e mensagem em jornal de ampla divulgação regional, agradeceu também o governador pelo “empenho ímpar para promoção da saúde e qualidade de vida da população”.

Ao uso da palavra, o governador disse da importância do AME Promissão e os tipos de atendimento que têm sido prestados. Falou também sobre o Centro de Hemodiálise que terá 22 máquinas ultramodernas, sobre a construção do Pronto Socorro no Hospital Geral de Promissão e sobre investimentos na Santa Casa de Lins. “Resolvido o AME Promissão, vamos buscar junto com o Casadei uma boa solução para a Santa Casa de Lins, todas as Santas Casas estão com dificuldade. Primeiro a situação de Promissão, agora Bauru e a próxima é Lins”, declarou, destacando se tratar de uma referência importante.

Duas pessoas também receberam homenagens: a primeira foi o Diretor do Hospital de Promissão, Dr. Antonio Carlos Pinotti Afonso, que recebeu das mãos do Prefeito uma placa de agradecimento “por não medir esforços para promoção da saúde local e regional” e das mãos do Geraldo governador, Dr. Ivo Ferreira Grama, representando a Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Promissão – que cedeu o prédio ao Estado para implantação do AME – recebeu também uma placa de agradecimento “pelo apoio quanto a implantação do AME, que muito contribuirá com a população regional”. O Prefeito Geraldo conseguiu na região, o apoio político necessário para implantação do AME e, ao uso do microfone, agradeceu publicamente cada um dos 17 prefeitos que apoiaram. Das mãos do Chefe do Executivo local, o Chefe do Executivo estadual recebeu diversos itens produzidos em Promissão, como dos laticínios: Promileite e Promilat e dos Amendoins Noroeste. Uma placa inaugural marcou o ato.




Dia 29/07/2011

Câmara Municipal de Promissão

Vereadores entregaram ofício para aumento de efetivo policial ao Governador

“a população toda clama por segurança!"- escuta Governador na primeira visita à Promissão

Na inauguração do Ambulatório Médico de Especialidades (AME), hoje (29), o Presidente da Câmara Vereador Kaká, aproveitou a presença do Governador Geraldo Alckmin e de secretários estaduais para entregar à comitiva uma solicitação de revisão dos índices dos efetivos das policias Civil e Militar no município.
No texto, eles pedem especial atenção à Polícia Militar que destina quatro policiais militares diariamente para o ambiente prisional do Hospital Geral “Prefeito Miguel Martin Gualda", os quais poderiam atender ocorrências nas áreas urbana e rural. À Polícia Civil, os vereadores citam a falta de investigadores devido às aposentadorias.
Alguns empresários e comerciantes foram até o local para tentar persuadir Geraldo Alckmin sobre a situação de insegurança que trabalham: “diariamente temos a sensação de que algo possa acontecer. Sentimos os criminosos cada vez mais próximos de nosso estabelecimento e passamos a refletir sobre o perigo que submetemos nossa família..." – declarou, indignado, um deles que não quis se identificar e já sentiu na pele a desagradável experiência de ser roubado com arma de fogo. “Não estou sozinho, os comerciantes não estão sozinhos, a população toda clama por segurança!" – finalizou.
Procurando atenuar o protesto, o governador anunciou um pacote de obras para a região;  investimento na saúde da região com a entrega do AME e comprometimento com a Santa Casa de Lins. Quanto à segurança, disse que delegados e policiais civis fizeram concurso e entrarão em fase de treinamento para assumirem postos em todo o Estado até janeiro de 2012. Quanto aos militares, disse que levará a solicitação para apreciação da Secretaria de Segurança do Estado para analisar o atual quadro de policiais lotados no município e tomar as providências.
Autoridades de várias cidades da região tiveram representantes em contato direto com secretários estaduais e outros dirigentes da comitiva para fazer reivindicações ao Governo do Estado que visita pela primeira vez o município de 








Dia 29/07/2011


Site Prefeitura Municipal de Promissão

Promissão tem Teatro do Espelho na segunda



Promissão tem Teatro do Espelho na segunda 01/08/2011
Como mais uma fase do Programa Viagem Literária – uma parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura Municipal, através da Secretaria da Educação e Coordenadoria da Cultura – o município de Promissão recebe uma peça teatral na segunda-feira (01). Será a apresentação do Teatro do Espelho, uma contação de histórias adaptadas de Allan Poe para Pequenos, célebre autor inglês para o universo infantil. A apresentação é gratuita e acontecerá na Biblioteca Municipal, em dois momentos: às 9 e às 14 horas.

A narrativa busca trazer a atmosfera gótica e o terror especial, peculiares à obra, todavia, sem gerar a ansiedade desmedida, com o suspense de histórias clássicas, como O Gato Preto, Sombra, Berenice e o Coração Denunciador. Há, por outro lado, preocupação com a estética plástica. A proposta inclui a manipulação de um boneco, o próprio Edgar Allan Poe, que foi criado por Toni (que é caricaturista também) e música ao vivo mais efeitos especiais de sonoplastia (para criar o clima das histórias). Segundo os organizadores, a música e efeitos sonoros são originais e integram-se organicamente aos outros elementos da contação.





Dia 28/07/2011


Notícias PV


Faculdade Municipal de Promissão é eleita como o melhor dos 36 Pólos Anhanguera



A FAMUP (Faculdade Municipal de Promissão), Pólo Presencial da Uniderp/Anhanguera, foi eleita como a melhor instituição de ensino do grupo coordenado pelo Projeto Girassol e Premier. Quem comunicou a notícia ao Prefeito Municipal de Promissão, Prof. Geraldo Chaves Barbosa, foi o próprio Diretor da Premier, Prof. Antonio Carneiro, em uma reunião nesta terça-feira (27). Conforme relatado, foi feita uma espécie de vistoria em cada um dos 36 pólos que têm a ministração de cursos como Promissão, com aulas presenciais e tele-presenciais. E de todos eles, a FAMUP ganhou destaque como a que oferece o melhor ambiente universitário aos estudantes, contou Carneiro. Segundo ele, foram levados em conta, entre outros, a questão de acessibilidade, a localização da faculdade, aspecto físico como o prédio em que se situa, lugares adequados aos alunos, espaço para conveniência, sala própria aos professores, a existência de uma coordenadoria, secretaria, biblioteca e um laboratório de informática que, conforme relatou, é onde os outros Pólos mais falharam.

O Pólo Promissão teve média 9,5 em todos os índices levantados. Mesmo assim, conforme relatou o Prefeito Geraldo, a FAMUP passará por algumas adequações para que seja ainda melhor. A vistoria da Anhanguera é preliminar a uma que o próprio MEC (Ministério da Educação e Cultura) realizará em todas as instituições de ensino. “Com este resultado, com certeza Promissão estará entre as primeiras que o MEC vai aprovar”, acreditou Carneiro.

            Com cerca de 400 alunos, a FAMUP tem 3 anos de existência e oferece cursos de graduação: Administração, Letras, Ciências Contábeis, Serviço Social e Pedagogia e gestão em Logística. Conforme dados da secretaria da instituição, há alunos de Promissão e de toda a região usufruindo do aprendizado, como de Lins, Avanhandava, Penápolis, entre outros, e até de Araçatuba. O ensinamento é realizado duas vezes por semana, estando os professores a disposição dos alunos nos demais dias para tirar dúvidas. O preço também é atraente. Atualmente, a mensalidade sai por R$ 170.

De acordo com o relatado pelo Diretor da Premier, a administração do Pólo Promissão, desde o método aplicado na implantação tornou-se um diferencial sendo um pólo exemplo para os demais. “A forma escolhida pela administração municipal para gestão do Pólo Promissão fez com que ele crescesse de uma forma sólida”, elogiou.

Para o Prefeito Geraldo, é motivo de felicidade manter um curso universitário nos termos do que é oferecido em Promissão. “Disponibilizamos aos que querem se especializar uma estrutura física que faça jus a eficiência dos cursos existentes no Pólo Promissão”, relatou. Geraldo acredita que tem que haver uma sintonia entre a qualidade dos cursos, das acomodações e dos professores. “Trabalhamos para que haja um equilíbrio para que a família promissense e da região tenha sempre ensino de qualidade em Promissão”, completou o Chefe do Executivo. A Faculdade Municipal de Promissão funciona na avenida Genaro Sam marco, nº 134.


/sites/1100/1140/00003670.jpg



Dia 27/07/2011


Site da Prefeitura Municipal de Promissão

Dupla Gian e Geovani abrirá shows da 36ª Festa do Peão de Promissão





Promissão se prepara para a festa mais aguardada da cidade e região: a tradicional Festa do Peão de Boiadeiros do Município, que neste ano completa sua 36ª Edição. O evento acontecerá de 11 a 14 de agosto, com shows em todas as noites e entrada franca em três delas. Abre a festa a conhecida dupla sertaneja Gian e Giovani, com show gratuito na quinta-feira (11). Na sexta, será a vez da dupla Ricardo e João Fernando, também com portões abertos. No sábado, a dupla conhecida pela músicas: “Zuar e Beber”, “Copinho”, “Top do Verão”, e outras, Henrique e Diego quem comandará o show. Será o único dia com adesão de ingressos, que inclusive, já estão sendo vendidos a R$ 10 o primeiro lote. Henrique e Diego são fortes concorrentes ao Prêmio Multishow 2011, nas categorias: melhor show, revelação, melhor artista sertanejo e melhor música com “Zuar e Beber”.

No último dia da Festa do Peão de Promissão, serão as pratas da casa quem abrilhantarão o evento que também terá entrada franca e uma sensacional queima de fogos. Duas duplas promissenses encerrarão a festa: Gil Castanharo e Cristiano e a dupla Gustavo e Matheus. A tradicional festa será, mais uma vez, parte integrante do Circuito Brahma PBR, com a competição em touros. Haverá também o rodeio em cavalos. Como de costume, terá barracas de alimentação com a renda revertida às entidades, parque de diversões e a Tenda dos Amigos, com shows na sexta-feira e sábado. A população de Promissão pode aguardar e se preparar para prestigiar o evento que se supera a cada edição.





Dia 27/07/2011


Site da Prefeitura Municipal de Promissão


Espetáculo circense gratuito na sexta-feira dia 29/07/2011 em Promissão



Cidade recebe a peça “Circo de Quintal”, uma parceria entre a Prefeitura Municipal e o SESC-SP
Mais uma atração circense acontecerá em Promissão. Na próxima sexta-feira (29), às 15 horas, o Anfiteatro Municipal “Dr. Mauro Ferreira Grama”, será palco para o “Circo de Quintal”. Em cena, o palhaço Popó que tentará de todas as formas garantir seu show, para isso vai utilizar jogos, bonecos, música, malabarismo e paródias de números tradicionais do circo, criando seu próprio especial.

A peça será apresentada pela Companhia Amado Amado e já recebeu o título de o melhor espetáculo eleito pelo júri popular no Festival Nacional de Teatro de Goiânia (GO); melhor direção, sonoplastia e ator no Festival em Bernardino de Campos; melhor ator e melhor cenário em Paraguaçu Paulista; melhor cenário, melhor direção e espetáculo em Tupã e melhor maquiagem em Santa Barbara d’Oeste.

Em Promissão, a apresentação é parte da Rota Cultural, Programa desenvolvido nas cidades próximas a região de Araçatuba, seguindo as placas da Rodovia Marechal Rondon. O espetáculo é gratuito e a classificação é livre, em uma promoção do SESC-SP (Serviço Social do Comércio) e da Prefeitura Municipal, através da Secretaria da Educação e Coordenadoria da Cultura.





Dia 27/07/2011


Site da Prefeitura Municipal de Promissão


Sargento Soares é reconduzido ao cargo até 2012



Nos anos em que esteve à frente no TG em Promissão todos os atiradores matriculados concluíram o ano de instrução.

O Informex número 015, de 15 de julho de 2011, do Comandante do Exército, publicou a recondução do 1º Sargento Edmilson Soares da Silva para o ano de 2012 no comando do Tiro de Guerra (T.G.) de Promissão. O Sargento Soares havia sido nomeado para o triênio 2009-2011, vindo do 3º Batalhão de Engenharia de Combate, de Cachoeira do Sul (RS).

Conforme informações do TG local, no ano de 2009, foram formados 40 reservistas da 2ª categoria. Em 2010, 50 atiradores concluíram o serviço militar do TG e no presente ano, o Tiro de Guerra conta com os 50 atiradores. Até hoje, todos os atiradores matriculados durante o comando do Sargento, concluíram o ano de sua respectiva instrução, não havendo nem trancamento de matrículas ou desligamentos. O Prefeito Municipal e Diretor do TG, Prof. Geraldo Chaves Barbosa, saudou Soares pela recondução ao cargo e agradeceu pelas instruções de civismo e cidadania que têm ensinado aos jovens promissenses.




Dia 27/07/2011


Jornal correio de Lins

Alckmin vem a Promissão inaugurar o AME sexta-feira



De acordo com informações da assessora de imprensa da Prefeitura
de Promissão, Silvana Lícia, o governador Geraldo Alckmin (PSDB)
confirmou presença na inauguração do AME (Ambulatório Médico de
especialidades), que já funciona na cidade desde a semana
passada. A cerimônia está marcada para esta sexta-feira (29), às
10h30, quando prefeitos e outras autoridades de toda a
macrorregião deverão marcar presença. 

Ainda sobre a saúde pública na região, é grande a expectativa com
relação a alguma manifestação do governador envolvendo a Santa
Casa de Lins. 
Semana passada, durante evento no Palácio dos Bandeirantes
(convênio entre Secretaria de Educação e municípios), o prefeito
linense Waldemar Sândoli Casadei tocou no assunto com Geraldo
Alckmin, e este teria lhe dito, segundo a assessoria da
Prefeitura de Lins, “que virá pessoalmente a Lins nos próximos
dias com o objetivo de resolver definitivamente a situação do
hospital”.
Como resultado da conversa do prefeito Casadei com o governador
Alckmin, a equipe da Secretaria de Estado da Saúde comunicou que
está agendada para esta quinta-feira (28) uma reunião entre o
prefeito de Lins, a secretária municipal Claudia Nunes (Saúde), a
diretora regional Dorothy Vieira (DRS-6/Bauru) e o Frei
Francisco.   





              

Dia 26/07/2011


TV TEM


Bandidos assaltam padaria e restaurante na mesma noite em Promissão

Eles estavam armados e usando capacetes




A polícia procura pelos bandidos que assaltaram uma padaria e um restaurante durante a noite, no centro de Promissão. Na padaria, dois homens usando capacetes, um deles armado com revólver, renderam o proprietário e uma cliente e levaram R$200,00 em dinheiro.

Pouco depois, funcionários e clientes de um restaurante foram rendidos por uma dupla também armada que levou ao todo R$340,00 em dinheiro e alguns celulares. Pela descrição das vítimas, a polícia acredita que sejam os mesmos bandidos.



Dia 22/07/2011


Rede Bom Dia



Polícia indicia quatro pela morte de Luana



Médicas terão de responder pelo crime de homicídio culposo por imprudência e negligência. Já enfermeira e auxiliar de enfermagem por omissão de socorro



O delegado João Lafayette Sanches concluiu na sexta-feira (22) inquérito policial e indiciou quatro profissionais pela morte da estudante Luana Neves Ribeiro, 21 anos, no dia 4. 
As médicas Flávia Leite Souza Santos e Erika Rodrigues Pontes responderão pelo crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar, por imprudência e negligência.
Já a enfermeira Ana Carolina Costa Roma e a auxiliar de enfermagemMirela dos Santos Mesquita foram indiciadas por crime de omissão de socorro. Elas prestaram depoimentos nesta sexta-feira (22) pela manhã no 5º Distrito Policial.


A estudante morreu no Hospital de Base depois de passar por procedimento para doação de medula óssea para uma criança do Rio de Janeiro.
O delegado disse que a pena para o homicídio culposo varia de um a três anos de prisão se houver condenação.  Para a omissão de socorro, está prevista prisão de um a seis meses. Mas essa pena triplica quando resulta em morte, como no caso da estudante.
Flávia deixa o 5º Distrito Policial depois de prestar depoimento à polícia: as duas foram  indiciadas por homicídio culposo
















Flávia deixa o 5º Distrito Policial depois de prestar depoimento á policia: as duas foram indiciadas por homicídio culposo






Dia 22/07/2011


G1 São Paulo




Polícia indicias quatro por morte de doadora


de Medula no interio de SP






Luana Ribeiro morreu no dia 4 em São José do Rio Preto. 
Para a polícia, houve erro de duas médicas e duas enfermeiras





Duas médicas e duas enfermeiras foram indiciadas por causa da morte da universitária Luana Neves Ribeiro, de 21 anos, no dia 4. Ela estava internada no Hospital de Base de São José do Rio Preto, a 440 km de São Paulo. Para a Polícia Civil, a jovem morreu durante os preparativos médicos para fazer a doação da medula óssea para uma criança com leucemia do Rio de Janeiro.
De acordo com Luciana de Almeida do Carmo, delegada assistente do 5º DP de São José do Rio Preto, as duas enfermeiras foram indiciadas nesta sexta-feira (22) por omissão de socorro, após prestarem depoimento. Já o delegado João Lafayete Sanches Fernandes, responsável pelo inquérito, indiciou as médicas na quinta (21) pelo crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
O Hospital de Base informou, por meio de sua assessoria, que não se manifestará sobre o assunto até o encerramento da sindicância aberta para apurar o caso.
O laudo, do Serviço de Verificação de Óbito (SVO) da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp), foi entregue nesta quinta à Polícia Civil. Ele confirmou que a universitária foi vítima de erro no atendimento. A morte da paciente levou o hospital a paralisar a coleta de medula para transplante e o Conselho Regional de Medicina (Cremesp) iniciou uma investigação do caso.
No documento, consta que a jovem teve a veia subclávia perfurada, o que causou hemorragia e um choque hipovolêmico - queda de pressão causada por grande vazamento de sangue -, que a levou à morte. As perfurações ocorreram durante a tentativa de implantar um cateter para fazer a coleta da medula na veia subclávia (próxima da jugular) esquerda, segundo o laudo, um procedimento que comumente não é feito.
A delegada Luciana disse que a pena para o homicídio culposo varia de um a três anos de prisão se houver condenação. No caso de Luana, há o agravante por "inobservância de regra técnica de profissão", segundo a policial, podendo o tempo de cadeia ser aumentado em um terço. Para a omissão de socorro, está prevista prisão de um a seis meses. "Mas essa pena triplica se resulta em morte", afirmou a delegada.




Dia 21/07/2011


TV TEM



IML confirma erro médico na morte de doadora de medula em Rio Preto


Delegado que investiga o caso recebeu o documento; Luana Neves Ribeiro, de 21 anos, morreu no começo do mês no Hospital de Base



O Instituto Médico Legal entregou à polícia o laudo que definiu a causa da morte de Luana Neves Ribeiro, a estudante que faria uma doação de medula no Hospital de Base de São José do Rio Preto. O documento aponta que a profissional que iniciou o procedimento errou. O delegado que investiga o caso recebeu o laudo feito pelo IML.


O documento confirma que o primeiro laudo realizado pelo Hospital de Base apontava: a paciente teve sete perfurações na veia após a colocação do catéter, o que provocou uma hemorragia. Luana Neves Ribeiro, de 21 anos, morreu no começo do mês, pouco antes de fazer uma doação de medula que salvaria a vida de uma criança no Rio de Janeiro. Já foram ouvidos pela polícia, o diretor do setor de transplantes do HB, Otávio Ricci, além das médicas Erika Rodrigues Pontes e Flávia Leite Souza Santos, que colocou o catéter na jovem.


Na saída da delegacia, houve confusão e alguns jornalistas foram agredidos. A chefe do Serviço de Verificação de Óbito do Hospital, Janice Silva também prestou depoimento. Era ela quem deveria ter avisado a polícia sobre o procedimento mal sucedido, para que o corpo de Luana fosse encaminhado ao IML, o que não aconteceu logo no início. Durante entrevista coletiva, os diretores do HB afirmaram que estão ajudando nas investigações e que a sindicância interna que apura o caso deve ser concluída até o final deste mês. O Conselho Regional de Medicina também apura as causas da morte da jovem.


Antes de concluir o inquérito, o delegado responsável pelo caso ainda deve ouvir os depoimentos da enfermeira e da auxiliar de enfermagem que atenderam Luana, quando ela procurou socorro no hospital. Somente depois dessas declarações é que a polícia poderá esclarecer a morte que chocou toda a região.





Assista Ao Vídeos


































Dia 14/07/2011


TV TEM


Promissão consegue verbas para ampliar Hospital

Após um ano de negociações, Prefeitura e Governos Federal e Estadual entraram em acordo para melhorar o atendimento médico na cidade


Assista Ao Vídeo






Dia 14/07/2011


TV TEM


Hospital de Base admite erro médico na morte de doadora de medula em Rio Preto





Em entrevista coletiva, os diretores afirmaram que estão cumprindo com os prazos determinados pela Polícia Civil e Anvisa





A direção do Hospital de Base de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, admitiu nesta quinta-feira (14), que houve erro médico durante o procedimento que daria início à doação de medula de Luana Neves Ribeiro. As médicas responsáveis e a chefe do Serviço de Verificação de Óbito da instituição já prestaram depoimentos à polícia.

Durante entrevista coletiva concedida à imprensa, os diretores do HB afirmaram que estão cumprindo com os prazos determinados pela Polícia Civil e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Disseram ainda que a sindicância interna que apura o caso deve ser concluída em 30 dias.

A chefe do serviço de verificação de óbito do hospital, Janice Silva, prestou depoimento à polícia durante uma hora. Ela chegou à delegacia acompanhada de um advogado e não falou com os repórteres. Era Janice quem deveria ter avisado a polícia sobre o procedimento mal sucedido, para que o corpo de Luana fosse encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), o que não aconteceu. No depoimento, ela ainda confirmou o laudo divulgado ontem pelo HB, que aponta que a estudante teve sete perfurações na veia. Agora, o delegado João Lafayete Sanches, responsável pelo caso, pedirá um exame do IML.

De acordo com os diretores da instituição, as médicas que atenderam Luana continuam trabalhando no hospital e não serão afastadas. Erika Rodrigues Pontes e Flávia Leite Souza Santos, que colocou o cateter na jovem, foram ouvidas pela polícia. Na saída da delegacia, houve confusão e alguns jornalistas foram agredidos. O diretor do setor de transplantes do hospital, Otávio Ricci, também foi ouvido.

Luana Neves Ribeiro, de 21 anos, morreu na semana passada pouco antes de fazer uma doação de medula que salvaria a vida de um paciente do Rio de Janeiro. O procedimento usado para recolher o material a ser transplantado continua sendo utilizado pelo Hospital de Base, mas deve passar por uma reavaliação da própria instituição. O Conselho Regional de Medicina também investiga as causas da morte da jovem.

Assista Ao Vídeo






Dia 14/07/2011


Rede Bom Dia


Laudo confirma que erro médico matou Luana




Documento aponta que estudante sofreu múltiplas perfurações na veia durante colocação do cateter para a coleta de medula; médicas envolvidas dão explicações à Polícia Civil




Laudo do SVO (Serviço de Verificação de Óbito) divulgado nesta quarta-feira (13) pela Faculdade de Medicina de Rio Preto confirmou que a morte da estudante Luana Neves Ribeiro, 21 anos, foi mesmo provocada por erro médico.
O laudo aponta que Luana sofreu múltiplas perfurações em veia subclávia esquerda localizada embaixo da clavícula, que é transversal à jugular.
A perfuração foi provocada por uma agulha durante a passagem do fio guia para a colocação do cateter, o que resultou em uma hemorragia.
Luana morreu no Hospital de Base, no dia 4, depois de passar por um procedimento para doação de medula óssea.
A Polícia Civil vai encaminhar agora cópia do laudo para que o IC (Instituto de Criminalistica) faça a análise.
De acordo com o delegado do 5º Distrito Policial João Lafayette Sanches, que investiga o caso, o laudo da polícia deve ser concluído na próxima semana. Só então, ele irá finalizar o inquérito e decidir se os médicos envolvidos no atendimento prestado a Luana vão ser indiciados pela morte dela.
Depoimentos /Nesta quarta-feira (13) de manhã, o delegado ouviu os depoimentos das médicas Flávia Leite Souza Santos, que colocou o cateter em Luana, e Érika Rodrigues Pontes, responsável por atender a estudante no retorno ao hospital. O depoimento de cada uma delas durou quase duas horas.
As duas deixaram a delegacia sem falar com a imprensa. A mãe e o marido de Flávia provocaram tumulto quando ela deixava o DP (leia texto ao lado).
A mãe de Luana, Cirça Aparecida Neves de Oliveira, também foi ouvida. O depoimento dela foi mais demorado. Foram duas horas e meia. Ela estava sob efeito de calmantes e precisou parar o depoimento por pelo menos quatro vezes.
“Agora só espero Justiça. Tudo o que eu sabia foi dito à polícia. Só tenho a agradecer pelo apoio de todos”, afirmou Cirça.
Os depoimentos continuam nesta quinta-feira (14). A polícia vai ouvir a médica Janice Silva, chefe do SVO. “Quero que ela comente o resultado do laudo e que explique por que o corpo da estudante não foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal), já que percebeu que havia erro no procedimento”, disse o delegado Lafayett.


Flávia Leite, que fez o cateter em Luana, é agarrada pela mãe na saída do 5º DP nesta quarta-feira (13) para impedir que jornalistas se aproximassem da médica

















Flavia Leite, que colocou o Cateter em Luana, é agarrada pela mãe na saída do 5° DP nesta quarta feira dia 13 para impedir que jornalistas se aproximassem da médica.
Foto: Milena Aurea/Bom Dia


Marido de médica agride jornalistas após depoimento


Jornalistas que faziam nesta quarta-feira (13) pela manhã a cobertura do depoimento das 


médicas no 5º Distrito Policial foram agredidos por familiares de Flávia Leite quando tentavam


 entrevistá-la. O marido dela, Vinicius de Castro Freitas, deu um empurrão no repórter André


 Modesto da TV TEM e chutou o fotógrafo Guilherme Baffi do “Diário da Região”, que teve a


 câmera arremessada no chão. “Vocês são todos abutres”, disse a mãe de Flávia aos gritos 


para os repórteres”. A polícia vai investigar a agressão.


Laudo confirma que erro médico matou Luana

Dia 14/07/2011


R7 Notícias



Polícia investiga agressão de família de médica a jornalistas no interior de SP






Fotógrafo foi chutado por familiar de responsável por cateter em doadora de 
medula





A Polícia Civil de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, abriu inquérito para investigar a agressão de familiares da médica Flavia Leite Souza Santos a jornalistas. O tumulto ocorreu após depoimento prestado em uma delegacia da cidade, na quarta-feira (13). Flavia foi responsável pela inserção do cateter durante o procedimento de doação de medula óssea em Luana Neves Ribeiro, que morreu.
Na saída, familiares tentaram cobrir o rosto da médica. Um homem que acompanhava a médica chutou um fotógrafo, que teve a sua câmera danificada - ele fez um boletim de ocorrência.
A mãe de Flávia xingou os jornalistas de “abutres”. Além dela, também prestaram depoimento a médica Erica Rodrigues Pontes, Cirça Aparecida de Oliveira, mãe da universitária morta. Os polciais já tiveram acesso às imagens das agressões e estão fazendo análise.
Na quarta-feira, o laudo entregue à Polícia Civil confirma que Luana morreu por causa de erros médicos cometidos enquanto esteve internada no HB (Hospital de Base), de São José do Rio Preto. Luana morreu no dia 4 de julho quando era submetida a preparativos médicos para fazer a doação da medula óssea para uma criança portadora de leucemia, do Rio de Janeiro.
A morte levou o hospital a paralisar a coleta de medula para transplante e o Cremesp (Conselho Regional de Medicina)) e Polícia Civil a abrir investigação.
Perfurações
O laudo, do SVO (Serviço de Verificação de Óbito), da Famerp (Faculdade de Medicina de Rio Preto), atesta que a jovem teve a veia subclávia perfurada, o que causou hemorragia e um choque hipovolêmico - queda de pressão causada por grande vazamento de sangue - que a levou à morte.
As perfurações teriam ocorrido durante a tentativa de se implantar um cateter para fazer a coleta da medula de uma veia próxima da jugular esquerda.
Os médicos não diagnosticaram as perfurações e liberaram a moça, que estava hospedada num hotel de Rio Preto. Quatro horas depois, Luana seria levada à emergência do hospital reclamando de fortes dores e agonizou por mais de uma hora sem receber atendimento de médicos. Mas, ao ser assistida, foi novamente vítima de outros procedimentos errados, e não resistiu.
Nesta quarta-feira, o delegado João Lafayete Sanches Fernandes, do 5º Distrito Policial (Aclimação), onde foi aberto inquérito para apurar a responsabilidade pela morte da universitária, ouviu mais duas médicas, uma responsável pelo implante do cateter e outra que atendeu Luana na emergência. O médico também recebeu o laudo do SVO.
O documento mostra que houve "múltiplas perfurações em veia subclávia esquerda", como causa básica da morte. Em consequência, surgiram hemorragias intratorácicas, que causariam o choque hipovolêmico.
O laudo diz que "o choque hipovolêmico resulta da perda sanguínea ou volume plasmático. Isso pode ser causado por hemorragia, perda líquida ou trauma, sendo que o choque é uma disfunção que se não corrigida leva à morte".
Com o documento, o delegado espera poder apontar os responsáveis pela morte da universitária. O Hospital de Base informou por meio de sua assessoria que não se manifestará sobre o assunto até o encerramento da sindicância aberta para apurar o caso.

Assista Ao Vídeo
R7 Notícias




Dia 13/07/2011


TV TEM



Doadora de medula teve perfurações nas veias por onde passou o catéter, diz laudo





Hospital de Base divulga laudo sobre morte de Luana Neves Ribeiro





 Hospital de Base de Rio Preto divulgou nesta quarta-feira (13), o laudo da causa da morte da estudante que faria a doação de medula. Foram encontradas perfurações nas veias por onde passou o catéter, inserido no pescoço da vítima. A médica que realizou o procedimento foi ouvida pela polícia e houve confusão em frente à delegacia.


A médica Flávia Leite Souza Santos, que colocou o catéter em Luana Neves, saiu da delegacia acompanhada da tia e logo foi amparada pela mãe, que tentou esconder o rosto da filha. O marido de Flávia chutou a câmera de um dos fotógrafos e ainda ameaçou e agrediu nossa equipe de reportagem.

A segunda a depor foi a médica Erika Rodrigues Pontes, que atendeu Luana quando a jovem se sentiu mal, quase duas horas depois da colocação do catéter. Visivelmente abatida, ela saiu ao lado do advogado e não quis falar com os repórteres.

Por último e cercada de parentes, Cirça Aparecida Neves de Oliveira, mãe da estudante morta, deixou a delegacia abalada.

Luana Neves Ribeiro era estudante de enfermagem e morreu duas horas depois de ter o catéter inserido na veia jugular, que passa pelo pescoço. O procedimento foi realizado para retirada de material para doação de medula óssea.

Segundo especialistas, o líquido é colhido geralmente da bacia dos doadores, e não do pescoço. O Hospital de Base abriu sindicância para apurar se houve erro médico. O laudo da morte revela que Luana teve múltiplas perfurações em uma veia e hemorragia no pulmão esquerdo.

A polícia espera concluir o inquérito em uma semana. Além de mais um depoimento, o delegado aguarda outro laudo necroscópico da paciente. Ele também já descartou uma possível exumação do corpo.


Assista ao Vídeo





Dia 10/07/2011


Diário Web

Sucessão de falhas matou universitária



Luana veio feliz para Rio Preto: iria ajudar a salvar uma vida
Foto: Rômulo Padilha /Jornal A Cidade Promissão



A universitária Luana Neves Ribeiro, 21 anos, morreu em decorrência de choque hipovolêmi-co e hemotórax (hemorragia no pulmão) esquerdo causado pela perfuração da veia jugular ou subclávia durante a implantação de um cateter no coração para a coleta de medula óssea. Mas não foi o “acidente de punção”, como apontado no atestado de óbito, o fator determinante para o final trágico da jovem que parece ter nascido com a missão de salvar vidas. 

Ela, segundo médicos do próprio Hospital de Base de Rio Preto, foi vítima de uma sucessão de falhas - que vão desde a demora de seu atendimento à falta de exame radiológico ou clínico capaz de diagnosticar o sangramento interno e à aplicação de soro incorreto para estancar o choque e ao tratamento desumano dispensado à paciente que implorou enquanto tinha forças: “não me deixem morrer”. 


A série de enganos foi desencadeada logo às 15h30, quando ela entrou numa sala do quarto andar do prédio para a coleta das células tronco. Uma médica, cujo nome a mãe, Cirça Aparecida Neves de Oliveira, 46 anos, garante ser Márcia - uma mulher loira, baixa de olhos azuis -, iniciou a punção do lado esquerdo da jugular. No prontuário, a responsável que assina o descrição cirúrgica do procedimento é a médica Flávia Leite Souza Santos (veja quadro abaixo). 



Segundo a mãe, foram pelo menos 30 minutos de tentativa frustrada de punção do cateter por esse lado. “Nessa hora, a médica ainda me disse: ‘ó mãe, já fique sabendo que não dá para passar (o cateter) pelo esquerdo’”, lembra Cirça. A médica repetiu, dessa vez com sucesso, o processo do lado direito. 



Acidente de punção 



Pelo atestado emitido pelo Serviço de Verificação de Óbito (SVO) da Faculdade de Medicina de Rio Preto, que o Diário teve acesso logo após ele ser entregue à família, foi essa tentativa de punção frustrada no lado esquerdo, que chamam de “acidente de punção”, que perfurou a veia que culminou com a hemorragia no pulmão e o choque hipovolêmico. 



Ao final do procedimento, Luana já reclamava de dor. Ela foi levada de cadeira de rodas para o térreo, onde foi submetida a um raio X para confirmar que o cateter estava bem posicionado. Em seguida, recebeu um frasquinho de dipirona para aliviar a dor e foi liberada. “A médica sequer me disse quantas gotas do remédio eu deveria dar. Pedi que uma ambulância nos levasse até o hotel, já que minha filha estava naquele estado, mas nem obtive resposta. Ela teve de ir andando até o ponto de táxi.” 



Médicos e o Instituto Nacional do Câncer (Inca) recomendam que pacientes que passam pela implantação de cateter pela jugular fiquem em observação para garantir que nenhum “acidente de punção” - como o que aconteceu com Luana - ocorra durante o procedimento. “Acidentes - como hematoma local e hemotórax - podem acontecer, mas quando acontecem têm de ser corrigidos imediatamente. É exatamente por esse motivo que o paciente deve ficar pelo menos 24 horas em observação”, disse um dos médicos, que preferiu o anonimato para evitar com constrangimento ético. 



Às 20h, quando Luana retornou à Unidade de Transplante de Medula Óssea (UMTO) com queixas de forte dor abdominal, diarreia e pressão a 9 por 6, as falhas se agravaram. Não havia um médico sequer de plantão da unidade. Foi atendida por uma funcionária, cujo cargo a mãe não soube dizer se era de auxiliar ou técnica de enfermagem. 



Conforme o prontuário, quem prestou o atendimento foi a auxiliar de enfermagem Mirela dos Santos Mesquita Pimenta. Ela ligou para a médica Érika Rodrigues Pontes que prescreveu Zofran 24 miligramas, um remédio para interromper o vômito. 



Como estudante do quinto ano de enfermagem, Luana exigia a presença de um médico pois sabia que o que estava sentindo era grave. Érika demorou uma hora e 15 minutos para chegar ao quarto 631, onde determinou que levassem a paciente. Lá, numa breve consulta, Érika auscultou o pulmão da jovem, que reclamava insistentemente de dor no estômago. 



Deitada de lado, Luana não conseguiu virar de costa para que a médica examinasse a barriga devido à dor intensa. As anotações do prontuário médico registram que a profissional administrou omeprazol, hidróxido de alumínio e soro glicosado a 10% à paciente. “Minha filha falava: ‘doutora, eu estou morrendo, estou com muita dor. A médica respondeu: ‘você tomou a medicação agora. A dor vai passar em meia hora.” Em seguida a doutora foi embora, conta a mãe. 



Falhas graves 



De acordo com os especialistas, começa aqui a falha mais grave. Eles explicam que como Luana havia sido submetida à implantação do cateter duas horas antes, os médicos deveriam ter iniciado a investigação da causa da dor imediatamente - logo que retornou ao hospital - pelo tórax, com novo exame radiológico ou até mesmo com exame clínico bem feito. 



“A médica deveria ter orientado os funcionários de plantão que a levassem para o pronto-atendimento, onde tem médico 24h, em vez de pedir que esperassem ela chegar”, diz outro especialista. 



Mesmo com o atraso no atendimento Luana poderia ter sobrevivido. Se o exame clínico fosse mais cuidadoso, apontaria facilmente e com bastante clareza a ausência ou diminuição de ruído respiratório no pulmão por causa da hemorragia que já deveria ser ‘considerável’ para deixá-la em choque. “Aqui há necessidade de saber por que a colega não percebeu o problema.” 



Os três profissionais ouvidos afirmaram também que o soro glicosado prescrito por Érika não é recomendado para pacientes em choque hipovolêmico. O melhor, segundo eles, seria o soro fisiológico ou ringer lactato para expandir (elevar a pressão) da paciente e reverter o choque. Na sequência, ela deveria ter passado por um processo de drenagem da hemorragia no tórax esquerdo e, por último, à transfusão de sangue para repor a perda sanguínea. 



“Não levou meia hora depois que a médica saiu para eu ver minha filha com a cabeça caída, sem os sentidos, e a boca roxa. Gritei a enfermeira, ela veio olhar e saiu correndo para chamar reforço dos médicos da emergência. Quando eles chegaram, ela já estava morta. Ninguém precisou me dar a notícia. Eu vi ela morrer e não pude fazer nada. E depois que mataram a minha filha, a minha princesa, uma pessoa ainda teve coragem de vir me pedir para doar as córneas dela. Eu disse não. Agora acabou. Tudo. Acabou.”


"A doutora Érika só me deu isso aqui (um frasco de dipirona). Mas não me disse nem quantas gotas eu deveria dar para minha filha"
Foto: Edvaldo Santos


Destino correto seria o IML

Ao apurar que Luana Neves Ribeiro morreu em decorrência de “acidente de punção”, a chefe do Serviço de Verificação de Óbito (SVO), Janice Silva, deveria ter encaminhado o corpo para o Instituto Médico Legal (IML), órgão responsável por investigar óbito por causas externas. A informação passada por médico da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp) foi confirmada pelo IML da Capital.

Segundo o órgão, o SVO só deve investigar as causas de mortes naturais. Mortes decorrentes de acidentes por imperícia médica, acidentes de trânsito e de trabalho, quedas e homicídios devem ser investigadas por um perito da Polícia Científica. Na opinião de um integrante do alto escalão do IML, o corpo de Luana deverá ser exumado para passar pelas vias corretas da investigação.

Janice Silva disse, por meio da assessoria de imprensa da Famerp, que o médico legista Cícero Meneghetti, representante do IML, participou da necropsia e assinará com ela a análise da morte. Segundo o HB, o laudo conclusivo dever sair na próxima terça-feira, dia 12.

Legistas questionaram o motivo de o corpo não ter sido encaminhado ao IML por determinação da Polícia Civil. Mas, segundo o delegado João Layete Sanches Fernandes, o inquérito só foi aberto no dia seguinte por sua iniciativa própria depois de ter notícia da morte pela imprensa. O óbito não foi informado à Polícia Civil pelos médicos do Hospital de Base. O diretor-clínico do HB, Jorge Dib, disse que não fez a comunicação “por falta de tempo”.

O artigo 66, inciso 2, da Lei de Contravenções Penais, prevê pena de multa para quem deixar de comunicar a Polícia Civil em casos de crime de ação pública, de que teve conhecimento no exercício da medicina ou de outra profissão sanitária. Questionado na última quinta-feira, Lafayete disse que não descarta a exumação do corpo da universitária para o bem da investigação.

Apagado?

Os dados clínicos de Luana teriam sido apagados de seu prontuário. Médicos disseram que tentaram colher as informações do atendimento para comentar o caso, mas não conseguiram porque o prontuário eletrônico “está em branco”. Médicos dizem que a página com os dados que até então podiam ser acessadas agora aparece a seguinte mensagem: “prontuário eletrônico está em processo de atualização.”

‘Luana foi assistida o tempo todo’, diz chefe

Contrariando todas as afirmações da mãe e os registros do prontuário de Luana Neves Ribeiro, o hematologista Octávio Ricci, chefe da Unidade de Transplante de Medula Óssea (UMTO) do Hospital de Base, afirmou, na última quarta-feira, que a universitária “foi assistida o tempo inteiro”. Informado de que a reportagem havia tido acesso ao prontuário e que o registro era outro, Ricci afirmou que “tem de investigar porque ela não passou pela Unidade de Emergência primeiro”.

Segundo o hematologista, Luana não foi submetida a um novo exame raio X, quando retornou agonizando de dor, porque não teve tempo. “Assim que começou a medicação, ela já começou a entrar em choque. Foi toda uma evolução muito ruim.”

Ricci diz que não pode afirmar que houve erro ou negligência médica enquanto o laudo conclusivo não for emitido pelo Serviço de Verificação de Óbito (SVO). Segundo ele, a investigação da conduta médica já está sendo apurada por meio de sindicância administrativa instaurada na última semana.

Visivelmente consternado, Ricci admitiu que a morte da universitária de espírito altruísta manchou o nome do Hospital de Base, ao inaugurar as estatísticas de óbito de doadores de medula óssea no Brasil. “Em mais de 15 mil transplantes no País, infelizmente esse é o primeiro óbito”, disse.Ele afirma que a coleta de medula óssea pelo cateter central (coração) é um procedimento simples. “Mas, infelizmente, nesse caso foi catastrófico.”

O diretor do HB, Jorge Fares, disse que, em geral, uma das complicações que se tem na punção da jugular é um hematoma, que se corrige clinicamente, sem complicação. “Esse foi um caso excepcional. Na UTI do hospital, todos os doentes estão com esse cateter.” Segundo Fares, as médicas envolvidas no procedimento são pessoas sérias, dedicadas, que estão traumatizadas e podem ser afetadas profissional e psicologicamente com a morte.

Ricci disse que o afastamento das médicas seria decidido no dia seguinte - dois dias após a morte de Luana. Mas, segundo a assessoria de imprensa do hospital, elas continuarão no cargo até o final da sindicância administrativa e só serão afastadas se pedirem. O Diário tentou, mas não conseguiu localizar as médicas Érika Rodrigues Pontes e Flávia Leite Souza Lopes.

A reportagem também tentou ouvir ontem os diretores Jorge Fares, Horácio Ramalho e o hematologista Octavio Ricci, mas a assessoria de imprensa do HB disse que eles só vão se manifestar após a conclusão da sindicância.

Por meio de nota, a direção negou que o prontuário médico da paciente L.N.R. tenha sido apagado do sistema informatizado da instituição. “O prontuário médico da paciente encontra-se no sistema do hospital à disposição da Diretoria Clínica, da comissão de Sindicância, do Conselho Regional de Medicina e da Polícia Civil”, diz a nota. 
















Assista o vídeo da entrevista com a mãe
de Luana








Dia 07/07/2011


TV TEM



Conselho Regional de Medicina também investigará morte de doadora de medula em Rio Preto





Procedimentos de retirada de medula estão suspensos no Hospital de Base




Novidades no caso das doações de medula em São José do Rio Preto, interior de São Paulo e também sobre a morte da estudante que iria fazer a doação. Além da polícia e do próprio Hospital de Base, agora o Conselho Regional de Medicina investigará o procedimento dos profissionais que colocaram um cateter na jovem. A polícia deve começar a ouvir os envolvidos amanhã.


Na quarta-feira (6), a direção do HB falou pela primeira vez sobre o assunto. Ainda não se sabe o que teria causado a morte da estudante. Luana Neves Ribeiro, de 21 anos, morreu duas horas depois de ter o cateter inserido na veia jugular, que passa pelo pescoço. Esse procedimento em que as células-tronco são colhidas na corrente sanguínea, a jovem entrou em choque após a colocação do equipamento. A morte da doadora chamou a atenção de especialistas em todo o país. No mês que vem, o caso vai ser discutido num congresso no Rio de Janeiro.


Sobre a demora no atendimento, o HB informou que aguardará o término da sindicância. Segundo a assessoria, as médicas responsáveis pelo atendimento da jovem, por enquanto, continuam trabalhando. Até segunda ordem, os procedimentos de retirada de medula estão suspensos no hospital.








Dia 07/07/2011


Correio Santa Fé



Universitária agonizou por 1 hora até a chegada de médica



A universitária Luana Neves Ribeiro, que morreu na noite de segunda-feira ao tentar doar medula óssea para salvar uma criança com leucemia, ficou mais de uma hora agonizando de dor até a chegada de um médico. Quatro horas após a colocação de um cateter no coração pela jugular, ela retornou à Unidade de Transplante de Medula Óssea (UTMO) do Hospital de Base de Rio Preto em busca de socorro, pois apresentava fortes dores abdominais, fraqueza, diarreia e pressão baixa. O prontuário médico da paciente, a que o Diário da Região teve acesso com exclusidade, revela que das 20h até 21h15, a jovem foi atendida apenas por enfermeiros.

Segundo dados do prontuário, Luana chegou à Unidade de Transplante, que fica no quarto andar do prédio, às 20h. Um dos plantonistas ligou para a médica Érika Rodrigues Pontes, que prescreveu a aplicação de Zofran 24 mg. A paciente teria exigido a presença de um médico para examiná-la antes de aceitar a medicação. Nessa hora, segundo a mãe, Cícera Aparecida Neves de Oliveira, a moça gritava dizendo que ia morrer.

A enfermeira Ana Carolina acionou, por telefone, um dos médicos da Unidade de Emergência (UE). Ele solicitou que a paciente fosse levada até o setor, no térro, para a consulta. Mas, antes da transferência da jovem, a médica Érika ligou para a enfermeira pedindo que encaminhasse Luana ao quarto 631, que iria avaliá-la.

Os médicos Jorge Dib (da esq. para a dir.), Jorge Fares e Octávio Ricci afirmam que HB vai apurar morte.
A médica só chegou ao quarto às 21h15. Administrou omeprazol, hidróxido de alumínio e soro glicoado à áciente. Após receber a medicação, Luana vomitou. O prontuário não registra, mas dá indícios de que após a prescrição da medicação Érika foi embora.
Isso porque o prontuário só volta a fazer novo registro às 22h, quando a paciente já apresentava sudorese, pele fria e estava com as extremidades do corpo roxas. Alguém que estava no quarto chama a enfermeira Ana Carolina. Ela constata a ausência de pulso e de movimentos respiratório da paciente. A equipe inicia então as manobras de ressuscitação da doadora e chama o médico plantonista da Unidade de Emergência.

Quando os médicos Daniel Assunção e José Alberto Rios chegam ao quarto, tentam reanimá-la por 30 minutos com desfibrilador e cinco injeções de adrenalina na veia, mas não têm sucesso. Às 22h40, eles declaram o óbito de Luana. Especialistas ouvidos pelo Diário, que não quiseram identificar-se para evitar constrangimento ético, afirmaram que se a paciente fosse prontamente atendida não teria morrido. “Ao que tudo indica, ela chegou ao hospital já em choque (estava com a pressão 9 por 6). Se tivessem agido rapidamente, ela estaria viva”, afirmou um hematologista.

Investigação

Questionado, o médico Octávio Ricci, chefe da UTMO, afirmou desconhecer que ela tenha ficado por uma hora sem atendimento médico, pois acreditava que ela havia sido examinada pelos profissionais da Emergência. “Plantonista do Transplante é alcançável e não presente na unidade. Vamos levantar tudo isso agora. Desde o momento em que ela saiu até seu retorno ao hospital”, disse Ricci.

O diretor do HB, Jorge Fares, afirmou que todo o atendimento prestado à doadora será investigado por meio de uma sindicância instaurada ontem. O ponto de partida das investigações será o laudo da causa da morte emitido pelo Serviço de Verificação de Óbito, que apontará as causas da hemorragia no pulmão. O laudo conclusivo deverá ficar pronto no próximo dia 12.

Polícia Civil vai investigar a morte

O delegado João Lafayete Sanches Fernandes instaurou inquérito ontem para apurar as circunstâncias da morte da universitária Luana Neves Ribeiro, 21 anos. Ele encaminhou um ofício para o HB solicitando informações, em caráter de urgência, do histórico clínico da paciente e os nomes de todos os profissionais de saúde envolvidos no atendimento e os diretores do HB e da Unidade de Transplante de Medula Óssea. “Quero dar início aos depoimentos o quanto antes.”

Lafayete disse que vai questionar o motivo de a polícia não ter sido comunicada sobre a morte da jovem. A instauração do inquérito teve iniciativa do próprio delegado quando soube, somente pela imprensa, do trágico episódio. “Não foi uma morte comum. A doadora estava bem, em plena saúde, mas morreu logo após o procedimento. Quando ocorre um fato assim, normalmente o hospital comunica a polícia, mas não foi o que aconteceu dessa vez”, diz.

A morte da universitária Luana Neves Ribeiro levou a Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital de Base a suspender, por tempo indeterminado, a coleta de medula de doadores voluntários para atender outros centros de transplantes do País. O chefe da unidade, Octávio Ricci, afirmou também que hoje deverá decidir se as médicas Érika Rodrigues Pontes e Flávia Leite Souza Santos, responsáveis pelo atendimento à doadora, serão afastadas da unidade. Elas, segundo o diretor Jorge Fares, estão traumatizadas e muito sensibiliadas com o óbito da doadora - o primeiro caso em 15 mil transplantes já realizados no Brasil.

Ricci afirmou que a coleta de medula pela jugular acontece em 20% das doações e somente nos casos em que os doadores, como Luana, não tenham veias no braço que permitam fluxo sanguíneo necessário para a coleta pela máquina de aférese. Segundo ele, quem determina o método da coleta, se por sangue periférico ou diretamente da bacia, é o Centro Transplantador.

“Nesse caso, o transplantador pediu que fosse feita coleta de célula por sangue periférico. A gente sabe que a coleta da medula por meio do sangue periférico tem mais efeito sobre o câncer que se quer combater. O material age com mais intensidade”, afirmou Ricci. Segundo o médico, as pessoas cadastradas no Registro Nacional de Doadores de Medula não precisam temer a doação, pois o risco é insignificante. “Quero dizer à população que continue doando medula porque o risco é muito, muito baixo. Foi uma fatalidade, um episódio catastrófico.



Dia 07/07/2011


Rede Bom Dia


NOTICIAS, DIA-A-DIA


 INVESTIGAÇÃO

HB suspende coleta de medula após morte em Rio Preto


Hospital de Base admite que Luana, morta após colocar cateter, teve pulmão perfurado. Polícia instaura inquérito para apurar causa da morte e suposto erro dos médicos



O Hospital de Base de Rio Preto suspendeu nesta quarta-feira (06) por tempo indeterminado o serviço de coleta de medula óssea.
A suspensão  se deve à morte da estudante Luana Neves Ribeiro, 21 anos. Ela morreu na noite de segunda-feira, depois de passar por procedimento médico para a coleta de material, que seria doado a uma criança com leucemia do Rio de Janeiro.
A jovem morava em Promissão e veio a Rio Preto apenas para fazer a doação. A família dela acusa o HB de erro médico.
Na manhã desta quarta-feira (06), durante entrevista coletiva, o médico Otávio Ricci, hematologista responsável pelo Serviço de Transplante de Medula do HB, admitiu que a jovem morreu por causa de uma hemorragia pulmonar. O orgão teria sido perfurado pelo cateter colocado no pescoço da estudante para coletar a medula.
“Não podemos dizer que houve um erro. Precisamos aguardar a conclusão do laudo para saber qual foi a verdadeira causa da morte de Luana”, disse o hematologista.
A previsão é de que o laudo seja concluído na próxima terça-feira. O HB se negou a dizer os nomes dos médicos responsáveis pelo procedimento. Mas o hospital terá de dar explicações à Polícia Civil.
O delegado João Lafayete Sanches do 5º Distrito Policial instaurou inquérito para investigar a causa da morte da estudante. Ele quer saber porque o HB não comunicou o fato à polícia. “É dever do hospital avisar a polícia imediatamente após qualquer morte registrada dentro da instituição”.
Luana Ao Lado do Namorado, Fábio Fernandes (á Direita), e de Amigos Durante passeio de Carro em Promissão.

O HB afirma que a polícia não foi comunicada sobre o fato por falta de tempo. “Isso seria feito posteriormente. Nossa maior preocupação é apurar o que aconteceu”, disse o médico Jorge Adas Dib, diretor clínico do hospital.
Transplante /Apesar da suspensão da coleta de medula, o  hospital vai continuar com os transplantes entre parentes. Cerca de dez coletas eram feitas por mês no HB.
A criança que iria receber a medula de Luana já conseguiu um novo doador. O transplante será feito na próxima semana.
Família e hospital têm versões divergentes sobre o procedimento
O Hospital de Base sustentou nesta quarta-feira (06) que o procedimento usado para coletar a medula de Luana foi determinado pelo Centro Transplantador de Ribeirão Preto. “As veias periféricas dela não permitiam que a medula fosse colhida de outra forma. Por isso, a opção foi pelo cateter”, disse hematologista Otávio Ricci.
Ele afirma que Luana e a mãe dela, Cirça Aparecida Neves, foram informadas sobre o procedimento realizado e que teriam concordado com os médicos. “Ela passou por exames e tinha consciência de que a doação não poderia ser feita de outra maneira”. disse o hematologista.
A família de Luana diz que em nenhum momento foi comunicada sobre o processo do uso do cateter. “Luana assinou um contrato que dizia que ela não corria nenhum tipo de risco como doadora. Ela e mãe estava tranquila ”, afirmou a emfermeira Sônia Maria Guedes, prima de Luana.
O HB prevê que a morte da jovem provoque redução no número de doadores de medula.
Repercussão no twitter
Eu já tinha medo de doação de medula... Agora que me apavoro mesmo!
Christine Leão
A quantidade de vidas salvas por doação de medula ninguém divulga. Agora o erro desta quinta-feira (07) todo mundo comenta....
Nardib
Triste e preocupante notícia de jovem que morreu após colocação de cateter para doar medula óssea em Rio Preto
Márcia Maia
Muito triste, a cidade tá chocada
Adriana Santtos
Pessoas já são preconceituosas por natureza quando assunto é doação de sangue e medula. Com essa, então!
Fabíola Farias
Boa tarde. Gente vamos doar medula óssea. Tem tanta gente morrendo de leucemia por falta de doação. Não tenha medo, tenha orgulho. Abraço a todos
Mariane Costa
Realmente uma pena. Continuarei doador
Fabio Nogueira
Agora as pessoas irão ter mais medo ainda de doar. Hospital e pessoas incompetentes dão nisso. Revoltante!
Nilza Magno
Como é que a garota morre com um procedimento de doação de medula óssea? O que é isso gente?
Nanda Moura
Ato isolado! Sem alarde!
Letícia Duila



Dia 07/07/2011

Do R7, com São Paulo

Mãe de jovem que morreu após receber cateter para doação de medula acusa médica de negligência

Segundo ela, a médica demorou uma hora para chegar ao hospital depois que foi chamada




 A mãe da estudante de enfermagem Luana Neves Ribeiro que morreu após receber um cateter para a doação de medula óssea, em São José do Rio Preto, disse que a médica foi negligente no atendimento à jovem quando ela começou a passar mal. Segundo a mulher, a médica teria receitado um remédio para náuseas quando recebeu o telefonema de Luana e teria demorado mais de uma hora para chegar ao hospital.

- Ela estava com muita dor, gritava “vou morrer, vou morrer”. Gritava “vou morrer, doutora, meu estômago está ficando duro” e a doutora foi embora. Aí eu vi minha filha morrendo.

Luana, de 21 anos, era filha única e morava com a mãe em Promissão. Há quatro anos, quando entrou no curso de enfermagem, em Marília, ela passou a fazer parte do Cadastro Nacional de Doadores de Medula Óssea. Segundo os médicos, ela tinha a medula compatível com a de uma menina do Rio de Janeiro e foi chamada ao Hospital de Base de São José do Rio Preto para fazer a doação.



Desde que o cadastro foi implantado, em 1993, essa é a primeira vez que uma pessoas morre por causa de um procedimento para doação. A médica hematologista Vergueiro diz esperar que as pessoas não deixem de se cadastrar para doação.

- A gente pede que a população acredite que pode ser muito importante ser um doador e salvar a vida de alguém. E que doar é seguro.

A diretoria do hospital informou que uma sindicância foi aberta para apurar os detalhes do atendimento. Será apurado também, segundo a diretoria, se a médica demorou para fazer o atendimento, como alega a família. O hospital tem 30 dias para concluir a investigação interna. 



A Polícia instaurou um inquérito e deve ouvir familiares e a equipe médica envolvida no procedimento nos próximos dias. Se ficar comprovado que houve negligência ou erro médico, os responsáveis devem responder por homicídio culposo (quando não há intenção de matar).














Dia 06/07/2011


HB  de Rio Preto Fala Pela Primeira Vez Depois da Morte de Doadora de Medula


Previsão é de o Laudo Conclusivo Fique Pronto na Próxima Terça- Feira

TV TEM


Depois de abrir uma sindicância interna para apurar as causas da morte de uma jovem de 21 anos, o Hospital de Base de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, se pronunciou pela primeira vez à imprensa. A estudante de enfermagem deveria fazer uma doação de medula óssea, que ajudaria outro paciente a sobreviver.

A direção do HB e o médico responsável pelos transplantes de medula óssea da instituição ainda não sabem o que causou a morte de Luana Neves Ribeiro. A equipe que fez o atendimento pode afirmar apenas que a jovem entrou em choque após a colocação do cateter que seria usado para a doação. A previsão é de que o laudo conclusivo fique pronto na próxima terça-feira (12). Enquanto isso, os diretores do hospital apuram se houve alguma falha no procedimento.
A estudante de enfermagem, de 21 anos, morreu duas horas depois de ter o cateter inserido na veia jugular, que passa pelo pescoço. Esse procedimento em que as células-tronco são colhidas na corrente sanguínea só é feito em 20% dos casos.
Luana era de Promissão, região centro-oeste do Estado. Ela foi selecionada para ser doadora porque exames de sangue comprovaram que era compatível com um paciente do Rio de Janeiro, que precisava do transplante.
O procedimento foi realizado no Hospital de Base por ser o local mais próximo da cidade dela. A medula óssea é um material gelatinoso que fica no interior dos ossos. É lá que são produzidos principalmente os glóbulos brancos e vermelhos que transportam oxigênio e agem na defesa do organismo.
Para fazer a doação do material é preciso preencher um cadastro em qualquer hemocentro e coletar uma pequena quantidade de sangue. As chances de se encontrar voluntários compatíveis são de 1 para cada 100 mil.
A morte da doadora chamou a atenção de médicos em todo o país. No mês que vem, o caso vai ser discutido em um congresso no Rio de Janeiro, que reunirá especialistas no procedimento.








Dia 06/07/2011


SBT Brasil





Jovem morre durante procedimento de doação de medula


Em São José do Rio Preto, a estudante de enfermagem Luana Neves Ribeiro, 

21 anos, faleceu durante um procedimento de doação de medula óssea. 



O Hospital de Base de São José do Rio Preto suspendeu temporariamente as 

coletas de medula e disse que irá apurar o caso.









Dia 06/07/2011


Diário Web


Universitária morre ao doar medula óssea



Luana Neves Ribeiro, " Ore Por Mim Porque Vou Dar Vida Para Uma Pessoa Que Está Morrendo "
Álbum de Familia



A universitária Luana Neves Ribeiro, 21 anos, morreu na noite de anteontem quando se preparava para doar medula óssea para ser transplantada numa criança carioca, portadora de leucemia. Feliz pela oportunidade de praticar o gesto nobre e altruísta, ela se internou às 15h de segunda-feira no Hospital de Base de Rio Preto para se submeter à colocação de um cateter no coração para possibilitar a coleta de células tronco no dia seguinte. Mas uma falha no procedimento acabou por interromper sua vida e seu sonho de salvar a criança cujo rosto sequer conhecia.

Luana morreu vítima de choque hipovolêmico provocado por uma hemorragia no pulmão, seis horas depois da colocação do cateter. As células tronco que não chegaram a ser coletadas seriam levadas para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, onde a criança do Rio de Janeiro aguardava para o transplante de medula óssea.

Moradora em Promissão, ela já havia retornado para o hotel onde estava hospeda, quando por volta de 19h começou a gritar de dor na barriga e a falar para a mãe que ia morrer. Segundo familiares, Luana se formaria em dezembro no curso de enfermagem pela Universidade de Marília (Unimar) e, por isso, saberia identificar a causa da dor que sentia. 



Mãe e filha voltaram imediatamente para o Hospital de Base. Às 20h, foi atendida pela equipe de enfermagem na Unidade de Transplante, que constatou que sua pressão estava baixa (9 por 6) e fez contato telefônico com médica de plantão que determinou a prescrição de Zofran, um remédio para romper a náusea. A universitária teria se recusado a tomar medicação sem ser vista pelo médico. “Eu estou morrendo. Eu sei o que estou falando. Sou enfermeira”, gritava a jovem para a equipe.

Mais de uma hora depois, a médica teria comparecido à unidade e aplicado o Zofran com soro. A paciente, já em choque, vomitou e ficou roxa. Às 22h10 teve uma parada cardíaca. A equipe médica tentou processo de ressuscitação por 30 minutos, mas a universitária não resistiu.

“A médica disse que não era nada, que era apenas um sintoma normal do procedimento que ela havia acabado de passar. Ela não a submeteu a nenhum tipo de exame para descobrir a origem da dor e nem teve olho clínico para perceber que a sudorese e o endurecimento na barriga denunciavam uma hemorragia. Menos de dez minutos, a menina morreu nos braços da mãe”, afirmou a prima Sônia Maria Guedes, 46 anos, também enfermeira.

A mãe de Luana, Cícera Aparecida Neves de Oliveira, 46 anos, acompanhou todo o sofrimento da filha. Por intermédio de Sônia, Cícera contou que a médica responsável pelo procedimento não conseguiu puncionar o cateter pelo lado esquerdo do pescoço, mas obteve êxito do lado direito da jugular. O hematologista Octávio Ricci, chefe da Unidade de Transplante de Medula Óssea do HB, afirmou que ainda aguarda laudo completo do Serviço de Verificação de Óbito (SVO), responsável pela investigação das causas da morte, para se apurar as causas e circunstância da morte, antes de declarar a ocorrência de qualquer erro médico.

Segundo ele, após o procedimento, Luana passou por um raio X depois de colocar sonda, procedimento de rotina que tem o objetivo de checar se há sangramento no pulmão e conferir se o cateter está bem posicionado no coração, mas nada de anormal foi constatado.“A informação que recebi da equipe que a atendeu é de que estava tudo em ordem. Vamos aguardar o laudo do SVO para ver o motivo da hemorragia e apurar tudo o que aconteceu.”

Ricci afirmou que em dez anos de existência da Unidade de Transplante de Medula Óssea essa é a primeira ocorrência de morte de doadores.“Foi uma tremenda fatalidade, pois ela era uma paciente saudável, no auge da vida. Quando ela retornou à unidade, recebeu medicação para náusea e, logo em seguida, teve a parada cardíaca.” 



Direção de hospital lamenta a morte 

Os diretores do Hospital de Base e Fundação Faculdade de Medicina de Rio Preto Jorge Fares e Horácio Ramalho lamentaram o óbito de Luana e se disseram solidários à dor da família. “É muito triste para a instituição um evento desses. Nós, que temos o objetivo de salvar vidas, sofremos ao deparar com uma tragédia dessa, ainda mais porque o objetivo da jovem também era de salvar uma vida”, disse o diretor-executivo da Funfarme, Horácio Ramalho.






Luana Neves Ribeiro, de blusa lilás, com amigas, durante férias na praia
Álbum de Familia




Concurso e carro eram os planos

Filha única de pais separados, Luana Neves Ribeiro, 21 anos, era apontada como uma jovem inteligente, estudiosa, meiga, amorosa com a família e amigos, e uma apaixonada pela mãe, a doméstica Cícera Aparecida Neves de Oliveira, 46 anos. “As duas eram muito amigas e apegadas uma à outra. Luana ligava quase todos os dias para a mãe. Era uma menina muito boa e muito feliz”, conta a prima e enfermeira Sônia Maria Guedes, 46 anos.

Luana cursava o quinto ano de enfermagem na Universidade de Marília e já se preparava para prestar concursos públicos. “Os planos dela eram terminar a faculdade, começar a trabalhar, comprar um carro e ajudar a mãe, a quem era muito apegada. As duas eram tão apegadas e cúmplices que dormiam juntas.
Os estudos da filha eram pagos com o salário de doméstica da mãe. “A Luana era a alegria e a vida da Cícera. A morte da filha foi um golpe muito duro para a mãe. Quando cheguei em Rio Preto, a encontrei debruçada, soluçando sobre o cadáver da filha. Ela dizia que precisava cobri-lo porque Luana estava com frio. Só Deus pode consolá-la nesta hora.”

Cícera disse, por intermédio de Sônia, que Luana se cadastrara no Redome havia um mês, durante uma campanha na universidade. A jovem teria ficado muito feliz quando recebeu a informação de que tinha compatibilidade genética com uma criança portadora de leucemia, do Rio de Janeiro. “Antes de viajar (de Promissão para Rio Preto), ela ainda disse: ‘orem por mim porque vou dar vida para uma pessoa que está morrendo. Ela era uma católica fevorosa, cheia de fé”, disse Sônia. O corpo de Luana foi transferido para o Cemitério Municipal de Promissão, onde seria velado e enterrado na manhã de hoje.












Dia 06/07/2011


Noticias r7



Estudante morre após procedimento  para doação de medula óssea


Jovem foi internada para colocação de cateter e foi liberada em seguida

Uma estudante de enfermagem morreu após receber um cateter em uma das veias para realizar o procedimento de doação de medula óssea em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. A jovem iria doar a medula óssea para salvar uma criança com leucemia.

A estudante fazia parte do Cadastro Nacional de Doadores de Medula Óssea e havia sido chamada ao Hospital de Base de São José do Rio Preto para fazer a doação. Segundo os médicos, ela tinha a medula compatível com a de uma menina do Rio de Janeiro.

A jovem foi internada para a colocação de um cateter em uma das veias de onde seria retirado o material para o transplante. Como o procedimento só iria acontecer no dia seguinte, ela foi liberada e voltou ao hotel onde estava hospedada. Mais tarde, sentiu fortes dores e voltou ao hospital, mas, não resistiu e morreu.  Segundo os médicos, a jovem teve uma parada cardiorrespiratória.

A família diz acreditar em erro médico. 






Dia 05/07/2011


Notícia Sobre a Morte de Luana Neves Ribeiro

Reportagem TV TEM

Mulher morre após procedimento de doação de medula óssea
publicado em 5.7.11

Ela era moradora de Promissão e foi chamada por ser compatível com uma criança do Rio de Janeiro

Da Redação / TV Tem





Era para ser mais um procedimento comum de transplante de medula. O hospital de base de São José do Rio Preto faria a coleta do material que seria enviado para Ribeirão Preto. Um dia antes, a doadora, Luana Neves Ribeiro, de 21 anos, foi chamada para a instalação de um cateter na veia jugular, uma espécie de cano de onde seria retirado o material usado no transplante.

Depois da colocação do cateter, Luana recebeu autorização dos médicos para voltar ao hotel onde estava hospedada, mas dores muito fortes em um dos ombros a obrigaram a procurar novamente o hospital. Luana morava em Promissão e estudava enfermagem em Marília.

Ela fazia parte do cadastro nacional de doadores de medula desde que foi realizada uma campanha na faculdade. Abalada, a mãe não quis gravar entrevista. Durante o velório, amigos e familiares estavam revoltados com a morte da jovem e acreditam em erro médico.

No Hospital de Base de Rio Preto, nenhum médico quis comentar o caso. A assessoria de imprensa informou que um Raio-X mostrou que o cateter estava bem instalado e não havia sinais de hemorragia. Segundo a direção do hospital, Luana morreu de parada cardiorrespiratória.

NOTA ASSESSORIA DO HOSPITAL DE BASE DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

"A diretoria do HB e a Unidade de Transplante de Medula Óssea lamentam a morte da paciente L. N. R. e informa que o fato está sendo apurado. O laudo com a causa da morte deve ser emitido pelo Serviço de Verificação de Óbito".


Dia 05/07/2011


Rede Bom Dia

 EM RIO PRETO 

05/07/2011 15:27


Estudante tenta doar medula óssea e morre


Família de jovem de Promissão acusa Hospital de Base de Rio Preto de erro médico; cateter colocado em Luana para coleta de material teria perfurado órgão.



Janaina de PaulaAgência BOM DIA


Luciano MouraAgência BOM DIA
Ela sonhava ser enfermeira para ajudar a salvar vidas. E foi assim que a estudante Luana Neves Ribeiro, de apenas 21 anos, morreu na noite desta segunda-feira (04), em Rio Preto.
Luana, que morava em Promissão, era doadora de medula óssea e veio ao Hospital de Base para submeter-se à coleta do material, que seria doado a uma criança com câncer do Rio de Janeiro. E morreu oito horas depois de passar por um procedimento de preparação para o transplante. A família dela acusa o HB de erro médico. O hospital limitou-se a dizer nesta terça-feira (05), em nota, que apura o caso (leia mais em texto ao lado).
Há dois meses, Luana havia participado de  campanha de doação de sangue na faculdade de Marília, onde cursava o último ano de enfermagem. Durante o evento, ela se cadastrou no Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea). Por ser compatível com a criança,  foi chamada para fazer a doação e aceitou. “Ela estava muito feliz. Dizia que ia dar a vida a uma pessoa que estava morrendo”, disse o padrasto Waldivino Francisco Guedes, 65.
Antes de passar pelo procedimento, Luana falou por telefone com o namorado Fábio Fernandes, 24. “Ela estava alegre e deslumbrada com a beleza do hotel [Saint Paul], onde ficou hospeda. Estávamos juntos havia dois anos e tinhamos planos de ficar noivos no final do ano”, disse Fábio nesta terça-feira (05), no velório. 
Luana morreu na frente da mãe, Cirça Aparecida Neves de Oliveira, 46, que acompanhou as dores que a filha teve antes de morrer no quarto do hotel e no hospital. Abalada,  Cirça não quis falar com a reportagem.
Milena Aurea/Agência BOM DIACirça Neves, 46 anos, mãe da doadora de medula óssea, segura foto a filha que morreuCirça Neves, 46 anos, mãe da doadora de medula óssea, segura foto a filha que morreu
Cateter /A coleta da medula de Luana seria realizada na manhã desta terça-feira (05). A estudante chegou a Rio Preto por volta das 10h desta segunda-feira (04). Quatro horas depois, os médicos do HB colocaram um cateter no pescoço dela para colher o material no dia seguinte. Depois de passar pelo procedimento, Luana foi liberada e voltou para o hotel onde estava hospeda com a mãe. Mas no início da noite,  passou mal com fortes dores na barriga provocada por  hemorragia interna e voltou ao hospital, onde morreu.
O cateter teria perfurado um órgão de Luana, o que causou a hemorragia, segundo o padrasto. O caso  é o primeiro registrado no Brasil pelo Remode desde foi inaugurado, em 1993.
A morte da jovem comoveu os moradores de Promissão. Cerca de 300 pessoas acompanharam o velório


HB emite nota para ‘lamentar’ e dizer que investiga caso
O  Hospital de Base de Rio Preto e a Unidade de Transplante de Medula Óssea da instituição limitaram-se a emitir nota à imprensa nesta terça-feira (05) para “lamentar”  a  morte da jovem durante preparação para o transplante de medula óssea. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, o caso   está sendo investigado internamente.  “O laudo com a causa da morte deve ser emitido pelo Serviço de Verificação de Óbito”, informa a nota.  
Diretor do Inca critica a metodologia do HB
O hematologista e diretor do Centro de Transplante do Inca (Instituto Nacional de Câncer), Luis Fernando Bouzas, afirmou nesta terça-feira (05) em entrevista ao BOM DIA que é contra colocar cateter em pacientes normais, como foi feito nesta segunda-feira (04) pela equipe do Hemocentro de Rio Preto, durante a preparação da retirada de medula óssea da auxiliar de enfermagem Luana Neves Ribeiro, 21.
A jovem morreu depois da  colocação de um cateter na veia jugular (do pescoço) para o transplante que seria realizado nesta terça-feira (05).   
“Ela não chegou a  fazer a coleta pela máquina de aférese. O que aconteceu  foi uma complicação relacionada ao cateter.  O Inca  evita o uso desse instrumento. Procuramos fazer a aférese usando uma veia periférica  ou optamos pelo método tradicional que é a coleta direta da medula óssea”, diz o hematologista.
Segundo ele, a paciente tinha veias periféricas (veias próximas à superfície da pele na mão ou no braço)  finas e não eram adequadas para o procedimento.   “Resolveram então colocar um cateter em uma veia  jugular  do lado direito, que é o mais comum. Tentaram algumas vezes e não conseguiram. Depois conseguiram  no lado esquerdo”, diz.
O hematologista afirma que após
o procedimento no lado esquerdo, foi feita uma radiografia na paciente e constatou-se que Luana não estava com  nenhum problema.
“O cateter estava bem posicionado e não tinha sinal de sangramento no tórax. Tanto que ela foi liberada para voltar para o hotel. Só depois começou a passar mal e teve de retornar para o HB, quando aconteceu a fatalidade”, diz  Luis.
O hematologista é contra o uso de cateter porque pode ter complicações como infecções, hemorragia no tórax ou rompimento de  vasos sanguíneos ou até do pulmão. “Se não consigo uma veia adequada para a coleta por aférese, faço o procedimento tradicional. Prefiro anestesia a colocar um cateter”, afirma o hematologista.
Estudante tenta doar medula óssea e morre